quinta-feira, 27 de maio de 2010
Suspiro de conto!
Marina Borges
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Máquina de Escrever - Pedro Luís e a Parede

Meu coração é uma máquina de escrever
As paixões passam
As canções ficam
Os poemas respiram nas prisões
Pra ler um verso, ouvir, escutar
Meu coração falar
Até se calar a pulsação
Meu coração é uma máquina de escrever
No papel da solidão
Meu coração é
Da era de Guttemberg
Meu coração se ergue
Meu coração é
Uma impressão
Meu coração
Já era
Quando ainda não era
A palavra emoção
Mas há palavras no meu coração
Letras e sons
Brinquedos e diversões
Que passem as paixões
Que fiquem as canções
Nos poemas, nos batimentos
Das teclas da máquina de escrever
Meu coração é uma máquina de escrever
Ilusões
Meu coração é uma máquina de escrever
É só você bater
Pra entrar na minha história
domingo, 16 de maio de 2010
Aonde anda a minha Tereza...

Por enquanto ainda te amo
sentanda nessa mesa, só, ainda te amo
ontem eu olhei para o céu
e não vi estrelas
mas ao contrário do que você me disse
o céu não desabou
os raios estavam lá
as nuvens estavam lá
mas mesmo assim, teimoso, o céu não desabou
você me disse pra não ter medo
e com o orgulho no chão, te pedi pra ficar
e com a alma na mão, pedi ao céu que não desabe mais.
(Marina Borges)
P.s.: Essa semana comprei um vinil lindo do Jorge Ben Jor e por um precinho ótimo!
P.s².: Música do Jorge Ben pra hoje, Alcohol.
P.s³.: Agora ando aspirando e suspirando algumas coisas nesse lugar, clique aqui!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
4am

Eu fiquei,
Eu fiquei?
Não sei...
Não sei onde estou,
Não sei onde você está,
Não sei onde estamos
Nós estamos?
Não tem mais a gente.
Agora somos dois.
Somos dois?
Eu sou meio.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Sou de Brasília, mas juro que sou inocente!


Me desculpe
O primeiro encontro
A fala mansa quase muda
A falta de jeito
O suor das mãos trêmulas
O desvio do olhar
O coração disparado
O riso bobo
O beijo
Os encontros contínuos
A troca de alianças
O sim diante do altar
A convivência
A intimidade
As semelhanças
As diferenças
A rotina
A impaciência
A frase áspera
A provocação
A falta de cordialidade
O mal humor
A distração
A infantilidade
A insistência
A estupidez
Minha ausência
Minha carência
Minha demência
Minha desconfiança
O grito seco
O desrespeito
A covardia
O arrependimento
A mala feita
As lágrimas secas
O desespero
A separação
A reparação
A partida
O Adeus
(Camila A. Borges)
PS.: Tenho o privilégio de ver esse pôr-do-sol quase todos os dias.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Fúria e Coração
Será que ninguém vê
Éramos bem mais que isso?
Bem mais do que sobrou aqui?
Éramos mais que o grito, o corpo, a indignação
Tínhamos fúria, pecados, vontades
Íamos mudar o mundo, ditar nossas regras
Mas e agora, o que fizeram de nós?
Jogam-nos as sobras, o pouco, o satisfatório
Fazem-nos engolir a seco, a fome, a mentira, a falta
Deixam-nos fracos, sem coro, sozinhos
Abafam nossos gritos, nos compram
Querem-nos domesticados, calados
E nós aceitamos: nos calamos, nos corrompemos, omitimos, ficamos cegos
Mas eu ainda espero pelo cavaleiro utópico que um dia andou por aqui
Espero pra o ver anunciar, que virá um tempo em que seremos fúria e coração de novo.
(Marina Borges)
P.s.:Foto do Grande Chico Science, um dos maiores cantores e compositores do mundo. Um cara que cantou o Brasil de forma única.
P.s.2: "Você que está aí sentado, levante-se. Há um líder dentro de você, governe-o, faça-o falar."
domingo, 28 de março de 2010
Dia-de-Romance!

num muro qualquer,
eu-você, nada mais...
nossos corpos, um só.
Seu beijo quente me atiça.
Tudo é voce!
Depois, você vai embora
tudo para.
Todo dia é segunda.
Eu, todos os dias sou segunda.
Aí chega o sábado...
Tudo cria vida!
Tudo é balada!
É carnaval em recife!
Mais um dia com você.
P.s.: Foto do carnaval de Recife, o melhor carnaval do mundo.
da serie: só faz sentido pra mim

Eu vi eles cortarem feito retalho um coração
Imponente
Vivo
Vermelho
Meus pés sangraram à beira da estrada
E meu caminho se pintou de cor
Toma pra si as dores
Sente o que sinto?
O que tu sentes?
Sentimos?
Ainda se pode colorir de esperança
Ser só e estar só, não é o mesmo
Levanta
Imponha
Anuncia que a revolução vai chegar
Estendam os braços,
Olhem para o céu,
Abram os olhos, não há o que temer
Colocarei enchimento de amor
E remendarei vossos corações
Aqui não impera a solidão.
(Marina Borges)
P.s.: Quentin Tarantino, Pulp Fiction
sábado, 13 de março de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Ainda há fogo em mim!
Eddie
Nêgo!
Eu tou cansado desta merda
Da violência que desmede tudo
Da minha liberdade clandestina
De ta no meio dessa briga
Chega!
Da gente tá se apertando
Da ignorância insandecida
Se esquivando de estatísticas
A minha paz, faz tempo, ta querendo trégua
A minha paciência se atracou como ela
Eita!
Que o sangue pinga nas notícias
Vendidas como coisa bela
A merda já tá no pescoço
E a gente acostumou com ela
Nunca se sabe o que vai acontecer
Nunca se sabe, pode acontecer
Nêgo!
A máquina acordou com fome
Vem detonando tudo em sua frente
Comendo ferro, cane e pano
Bebendo sangue e gasolina
Eita!
Sentenciado ao absurdo
De merda em merda emergindo
Um dia afoga todo mundo
E assim acaba a caganeira!
Dançar ao som do carnaval melancólico da Banda Eddie é um santo remédio. Cura tristeza sólida, febres de amor, faz até esquecer unha encravada. Quem ainda não provou deve provar, mas provar com gosto. O último álbum deles é um verdadeiro carnaval no inferno, um puta cd com um repertório, que te leva do protesto, aos cacos de amor e a felicidade do samba em apenas 40 minutos de músicas.
Pra quem quiser ouvir mais tem o Myspace e o site da Trama


