quarta-feira, 13 de maio de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Parece simples mas, agente as vezes é....

Me abro sem erro
Sem medo do acaso
Cato os pedaços do que não sobrou de mim
Com pés cortados de dançar ao vento
Respiro baixinho pra não acordar o trovão
Minhas já antigas falas
Pronunciam tudo ao avesso
Sem nexo
Sem contexto
Sigo destoando melodias
Fabricando refrões repetidos
Desatando nós com os dentes
E agora liberto vejo
A liberdade que me bate sem dó
Liberdade malvada que só
Me faz crescer, me faz voar.
(Camila A. Borges)
PS.:A belíssima arte acima é do artísta plástico Ralfe Braga, retirada de seu site: http://www.ralfebraga.com.br/
Escrito.Indagado.Proferido.Declamado.Aclamado por
Marina
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Translação!
Hoje eu morri de novo
Como nas outras tantas vezes
Não teve sangue, nem choro
Mas teve dor, muita dor
E como doeu!
Nos precipícios onde eu teimo em me atirar
Há sempre alguém lá pra me empurrar
E com você não foi diferente
Eu me atirei no escuro e morri
Morri de amor, morri por amar
Morri de tanto querer amar
Hoje eu me apaixonei de novo
Como nas outras tantas vezes
Teve sorrisos amarelos e borboletas
Flores e declarações singelas
E também teve dor, muita dor
E como doeu!
(Marina A.)
Escrito.Indagado.Proferido.Declamado.Aclamado por
Marina
sábado, 21 de fevereiro de 2009
A Luz

A luz fluorescente do poste
Colore toda rua de laranja:
asfalto laranja,
portões laranja,
calçada laranja,
pessoas laranja.
Os carros passam e nem reparam
Mas também ficam alaranjados
E nessa noite laranja-fluorescente
Pessoas se apressam para não perder o culto
cachorros reviram lixos
mulheres fofocam na esquina
meninos brincam de pique
rapazes cantam canções antigas
Da pequena janela observo tudo à distância
esse estranho universo
Que mesmo tão igual a tantos outros
Encanta-me como se fosse único.
Eita mundinho cor de laranja!
(Camila A. Borges)
Escrito.Indagado.Proferido.Declamado.Aclamado por
Marina
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
isso não é um poema

Eu pensei que fosse fácil desistir do que se quer.
E andando aflita penso no que tenho ganhado
Em perder o que eu quero.
Me dizem que não há grandeza em se desistir
Mas até para se desistir é preciso se sentir grande
Tão grande, que não cabe em si.
E agora, quem vai me dizer que perder um amor é ruim?!
Se a saudade que fica é bem melhor.
E quem vai dizer que perder um jogo é sinônimo de fracasso?!
Se ser o segundo já é ganhar do terceiro.
E agora não venha me dizer que é fácil desistir do que eu quero!
Por que agora eu sei que nessa estrada eu posso ir na contramão.
(Marina A.)
Escrito.Indagado.Proferido.Declamado.Aclamado por
Marina
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Num quarto de fogo solitário...

O que eu quero...
Não tem cor.
Não tem jeito.
Não tem perfume.
Não tem cara.
Não tem nome, sobrenome, ou apelido.
Não fala, não canta, nem dança.
Não é rico ou pobre.
Não é preto, branco ou amarelo.
Não aceita, não acredita, não adianta.
Não fica, não vai, não chega, não cai.
Não é bonito, enfeitado, engraçado, encolhido.
Não ensina, não aprende, não entende, não suspende.
Não anda, corre ou pula.
Não é criança, jovem, adulto, não é de graça.
Não é esperança, não é ódio.
Não faz bem, mas também não faz mal.
Não sorri e não quer chorar.
Não se ama, não ama, não ama
Não amo, não quero amar.
O que eu quero... NÃO EXISTE!
Não tem cor.
Não tem jeito.
Não tem perfume.
Não tem cara.
Não tem nome, sobrenome, ou apelido.
Não fala, não canta, nem dança.
Não é rico ou pobre.
Não é preto, branco ou amarelo.
Não aceita, não acredita, não adianta.
Não fica, não vai, não chega, não cai.
Não é bonito, enfeitado, engraçado, encolhido.
Não ensina, não aprende, não entende, não suspende.
Não anda, corre ou pula.
Não é criança, jovem, adulto, não é de graça.
Não é esperança, não é ódio.
Não faz bem, mas também não faz mal.
Não sorri e não quer chorar.
Não se ama, não ama, não ama
Não amo, não quero amar.
O que eu quero... NÃO EXISTE!
(Camila A. Borges)
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Marina
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Está consumado, está consumido.
Um dia, um lugar e uma história.
-Que tal falarmos sobre a sua depressão?!
Quando você falou que era uma pessoa feliz?!
Brigou com o Guilherme?!
Discutiu com seus pais?!
Passou horas em algum engarrafamento?!
Engordou alguns quilinhos e aquela roupa não te serve mais?!
A comida queimou, a blusa manchou, a internet caiu, seu time perdeu?!
A conta chegou, a TV pifou, o despertador não tocou e o ônibus não passou?!
-Não! Nada disso!
Tenho casa, carro, cachorro, marido, cortinas amarelas e uma poltrona!
Sou feliz! Não tenho depressão! Juro!
-Então o que é que te faz chorar?!
Assim sem parar?!
-Então...
E agora?
-Que tal falarmos sobre a sua depressão?!
Quando você falou que era uma pessoa feliz?!
(Marina A.)
-Que tal falarmos sobre a sua depressão?!
Quando você falou que era uma pessoa feliz?!
Brigou com o Guilherme?!
Discutiu com seus pais?!
Passou horas em algum engarrafamento?!
Engordou alguns quilinhos e aquela roupa não te serve mais?!
A comida queimou, a blusa manchou, a internet caiu, seu time perdeu?!
A conta chegou, a TV pifou, o despertador não tocou e o ônibus não passou?!
-Não! Nada disso!
Tenho casa, carro, cachorro, marido, cortinas amarelas e uma poltrona!
Sou feliz! Não tenho depressão! Juro!
-Então o que é que te faz chorar?!
Assim sem parar?!
-Então...
E agora?
-Que tal falarmos sobre a sua depressão?!
Quando você falou que era uma pessoa feliz?!
(Marina A.)
Escrito.Indagado.Proferido.Declamado.Aclamado por
Marina
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Idéias

Em minha cabeça, mil idéias.
Idéias Loucas
Idéias confusas
Idéias
Um emaranhado de coisas, de muitas coisas.
É estranho tentar organizar toda essa bagunça
passar para o papel algo que faça algum sentido.
Volta e meia tenho a impressão que nada disso tem valor
talvez nem tenha mesmo .
Não sei se tento entender
não sei se deixo pra lá.
Enfim, vou esquecer o que for “relevante”
E escrever o que for “menos importante”.
Afinal que mal há nisso?!
(Camila A. Borges)
Idéias Loucas
Idéias confusas
Idéias
Um emaranhado de coisas, de muitas coisas.
É estranho tentar organizar toda essa bagunça
passar para o papel algo que faça algum sentido.
Volta e meia tenho a impressão que nada disso tem valor
talvez nem tenha mesmo .
Não sei se tento entender
não sei se deixo pra lá.
Enfim, vou esquecer o que for “relevante”
E escrever o que for “menos importante”.
Afinal que mal há nisso?!
(Camila A. Borges)
Escrito.Indagado.Proferido.Declamado.Aclamado por
Marina
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Mãe, não se preocupa.
"Abre essa janela, a primavera quer entrar."Los Hermanos - Casa pré-fabricada
Põe a sua melhor roupa pra ficar em casa.
Liga alto o seu som e vai ver TV.
Não dança conforme a música.
Ri por qualquer besteira.
Fala mais alto
Mexe com os caras que passam na rua.
Liga pra alguém só pra depois desligar.
Não segue tendências e ignora a moda.
Quando dizem: faça, ela não faz.
E faz quando dizem pra não fazer.
Gosta do que é difícil só pra complicar.
Mas opta pelo simples só pra contrariar.
Dorme de dia para a noite acordar.
Tem vários namorados pra não se cansar.
Canta só pra desafinar.
Erra por errar.
Se preferirem o claro ela gosta é do escuro.
Se a direita é melhor segue pra esquerda.
Seus atalhos sempre a levam pra lugar nenhum.
E o fim deles é o seu começo.
(Marina A.)
Escrito.Indagado.Proferido.Declamado.Aclamado por
Marina
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