sábado, 26 de março de 2011
Tempos difíceis esses:
A boca sente sede da saliva.
O corpo treme de frio à espera do abraço.
E o coração...
... Esse nem bate, que é pra não gastar sentimento, esperando por amor.
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domingo, 13 de março de 2011
grande sertão
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
Ah, esse tal amor...
Antonio: -(...) Por que esse tal amor que personagem finge que sente, amor dessa qualidade, que tem paciência até pra esperar entre um anúncio e outro pra somente no voltamos a apresentar concluir o que tinha fingindo que tinha começado, esse tal amor é somente amor de ficção, Karina, e é muito diferente desse negócio aqui que eu sinto, esse negocio de doido, que eu não encontro nome em nenhuma das palavras existentes, e que não tem som e nem letra escrita que explique como ele é exagerado.
Karina: -Onde foi que tu leu isso?!
Antonio: -Nem li, nem decorei e nem sei repetir de novo. Por que sentimento sentido de verdade, não carece de ser documento em papel, ou romance, nem filme de cinema, pois não é da conta de mais ninguém a não ser da pessoa que sente além da outra responsável pelo afeto causado. A conversa aqui é somente entre tu e eu, eu e tu, Karina. Fingi somente uma vez que tu é tu, que é pra ver se tu descobre o que sente. Por que esse beijo que eu vou te dar agora, esse vai ser meu de verdade.
Diálogo entre Antonio e Karina
Filme: A máquina: o amor é o combustível, de João Falcão.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Eu já tenho asa..
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Calma alma minha, calminha.
-Que empurrassem de vez, oras!
Parece que faziam aquilo por puro sadismo, só pra ter que vê-la gritar, e pedir, e implorar, e ceder à agonia de não poder agüentar. Há uma caixa vermelha na mesa da sala. E lá dentro, no escuro, está ela. Segurando um isqueiro ainda aceso. Esperando o último cigarro se apagar. Quanto tempo a vela agüenta dentro do copo até todo o ar se acabar?
Pouco tempo! Era só isso o que ela sabia.
Marina B.
ps.: Ontem, dia 31/01, o blog completou dois anos de sua existência. Não sei como se comemoram aniversários de blogs.
ps.²: Pro blog tudo ou nada?!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Cinco sentidos em mim
Aonde é esse aqui
Não dá mais pra voltar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…
Onde é esse lugar
Aonde está você
Não pega celular
E a Terra está tão longe…
Tão longe…
Não passa um carro sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo notícias de onde eu estou
Nenhum e-mail chegou
Nem o correio virá
E eu entre quatro paredes, sem porta ou janela pro tempo passar
Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado no vácuo de um quarto no espaço sem fim
Aonde está você
Por que é que você foi
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe…
Tão longe…
Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…
p.s.: tentando não desfolhar.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Desalento
Nós que achávamos que tínhamos a vida inteira,
hoje não sabemos nem do nosso futuro.
Não duvide querido quando eu digo que fui feliz contigo.
Nem duvide quando eu digo que o tempo foi cruel,
levando o nosso amor.
Dois estranhos em uma cama vazia.
Foi isso o que restou.
Sem que percebêssemos o fim chegou.
Devagarzinho
Brigas... Birras
Faltas... Excessos.
Você se esqueceu de ter saudades.
Eu deixei de gostar do seu carinho.
Agora quero outro amor,
um amor feito o seu.
outro alguém,
pra vida toda.
(Marina B.)
ps.: mais um poema que só teve sentido por que alguém pôs sentido, Henrique Possebon.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Ela voltou diferente.
Não me abraçou, nem me beijou,
Disse: -Como vai? - simplesmente
Ah, eu notei no seu rosto uma tristeza sem fim
Quando ela chegou mais perto de mim
Foi direto pro seu quarto e dormiu como se eu nem existisse
Beijei seu rosto um tanto sem graça e mesmo assim ela nada disse
Ah, eu pensei: -ela deve estar zangada comigo,
mas eu não fiz nada errado por isso eu não ligo!
Naquela noite fria não consegui dormir
Fiquei pensando no que fazer
Ela voltou pra casa um tanto diferente e a razão eu queria saber
No dia seguinte quando ela acordou me chamou pra conversar
Falou de coisas da nossa vida e de repente começou a chorar
Ah, ela disse que fez qualquer coisa de errado
E agora sentia vergonha de viver ao meu lado
Eu abracei seu corpo e lhe falei sorrindo:
-A gente esquece o que passou.
Mas ela foi embora e nunca mais voltou e foi assim que tudo acabou.
Odair José
Links pra baixar duas versões desta música: a versão original com o Odair José e outra versão da Mombojó, que foi gravada para um dvd em tributo ao Odair José.
Odair José - Ela voltou diferente
Mombojó - Ela voltou diferente
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Apenas o fim?
Colorindo
Alto subi
Pulei
Não cai
Não tinha chão
Não tinha fim
Em queda permanecia
Medo?!
Não!
Isso não existia ali
Havia som
Isso!
Havia música
E eu?
Ah! Eu cantava
Em queda eu cantava
Cantava as cores
Que como eu
Também despencavam dali
Suaves
Com ritmo
Com compasso
Brilhantes cores vivas
No meu peito se alojaram
Ó cores!
Fizeram de mim abrigo
Essas cores musicais
Que enfeitam o meu peito
Transbordam litros de sensações
Conduzem-me ao ponto final
E agora encharcada
Das mais doces
Cores das canções
Subo pra do alto
Me encantar.
(Camila A. Borges)
Por muitas vezes já tentei fazer uma definição de mim mesma, uma que fizesse algum sentido, mas nunca consegui. Hoje passeando por alguns blogs encontrei essa auto definição feita pela Thay Melo em seu blog 'Egocentrismo' que me identifiquei muito...
"Passa o tempo todo procurando coisas mais interessantes para fazer. Dona de idéias e teorias relativamente inúteis. Faz o tipo de pseudo-anti-herói. Possui um amor livre. Idealista, politicamente correta e pateticamente romântica. Uma personalidade disforme, com trejeitos incompreensíveis."



